Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

13 Diferenças entre Donas e Mães de Cachorro

bulldog with mom

Eu me tornei mãe no dia 16 de junho de 2012, data em que o Babaganoush entrou em nossas vidas. Respondo “sim” quando alguém me pergunta se tenho filhos, penso no bem estar dele muito antes de pensar no meu e comemoro o Dia das Mães. Quando converso sobre filhos com minhas amigas, contribuo às discussões com experiências próprias e não vejo a menor diferença entre o amor que sinto pelo Baba e o amor que as pessoas sentem pelos seus filhos humanos. Algumas entendem isso, outras não. Pessoalmente, acho que é extremamente ignorante (no sentido mais puro da palavra, quer dizer, alguém que não tem conhecimento) presumir que uma mulher não é mãe simplesmente porque seu filho pertence a outra espécie. Já falei sobre isso em outro post, mas fico me perguntando se essas pessoas diriam isso de filhos adotados ou filhos com necessidades especiais. Mas, enfim, isso é conversa para outro dia.

Agora, também reconheço que nem todo mundo que tem cachorro o considera um filho. Quer dizer, existem pessoas que amam seus cachorros, os tratam bem e agem de forma responsável para com eles, mas encaram sua relação com esses seres de quatro patas como algo diferente de um membro da família. E não há nada de errado com isso. Aliás, é comum que um cachorro seja considerado um bicho de estimação.

Para entender melhor a diferença entre a mãe de um cachorro e a dona de um cachorro, elaborei uma lista com alguns exemplos de comportamentos de cada uma.

Lembro, apenas, que não uso o termo “dona” de forma negativa. Donas responsáveis, que cuidam, amam e protegem seus cães são excelentes pessoas que têm meu respeito.

Também vale mencionar que eu uso o termo “mãe” porque estou escrevendo do meu ponto de vista. Mas esse termo poderia ser substituído por outro que demonstrasse grau de parentesco (pai, avó, irmã etc.).

  1. Uma Viagem: Preocupação saudável vs. Neurose Completa

A dona de um cachorro se preocupa com seu cão antes de viajar. Logo, ela procura um hotel perto de casa, hospeda seu pet e viaja tranquilamente.

A mãe de um cachorro acha que preocupação é o que a gente sente quando está atrasada para um evento. O que ela sente quando vai viajar é neurose elevada a máxima potência. Antes de saber sequer se ela irá viajar, ela já conferiu com sua parente de confiança (geralmente só tem uma, talvez a avó do seu filho ou a tia) se ela pode se dedicar exclusivamente a cuidar do seu filho durante o período de sua viagem. Depois, ela elabora (ou atualiza) um manual com todos os cuidados necessários, números de emergência, remédios, preferencias e manias do seu filho (o meu manual tem 9 páginas). Se ela deixa num hotel, é um daqueles hotéis que, de hotel, só tem o nome porque são, na verdade, casas de tias que eles amam, onde recebem cuidados vinte e quatro horas por dia. Antes de viajar, ela sente o coração apertar, abraça e beija seu bebê milhares de vezes, pensa em desistir e se pergunta o porquê ela resolveu viajar.

  1. Datas comemorativas

A dona de um cachorro não se lembra o dia exato do aniversário do seu pet. Aliás, talvez até se lembre e, se for o caso, ele ganha um osso especial no dia.

A mãe de um cachorro espera ansiosamente pelo dia que seu filho comemora aniversário! Aliás, quando perguntam “quantos anos tem seu filho?” elas respondem “Faz três anos no dia 26 de abril”, quer dizer, é específica quanto à idade. No grande dia, há uma comemoração voltada ao príncipe da casa. Bolo de carne, foto com chapéu, até decoração!

  1. Saídas de casa

A dona de um cachorro sai de casa naturalmente para participar de eventos. Seu cão pode ficar sozinho por algumas horas sem isso lhe causar sofrimento.

A mãe de um cachorro sente o coração partir se ela precisa sair de casa e seu filho irá ficar sozinho. Não importa se ela faz isso todo dia – por exemplo, para ir ao trabalho – ela não se acostuma com aqueles olhos lindos olhando para ela e pedindo “mamãe, fica comigo.”

  1. Convites

A dona de um cachorro aceita convites independentemente de seu cachorro ter sido convidado também.

A mãe de um cachorro acha um absurdo completo quando alguém marca um evento em local onde seu filho canino não poderá ir e, ainda assim, espera sua presença. Eu deixo bem claro: meu tempo de lazer com meu filho é sagrado. Não quero saber se é comemoração de 100 anos da minha avó*, se meu filho não foi convidado, não vou. Bastava ela ter marcado em outro lugar e, se fizesse questão da minha presença, teria pensado nisso. É claro que eu faço programas sem ele, mas apenas quando eu posso (em dias quentes, por exemplo, não é viável porque ele sofre sozinho no calor) e quando eu aguento as saudades (o programa dura o dia inteiro? Sorry, não rola). Não fico nem um pouco chateada de ser em local que o Babaganoush não possa ir (sou caseira, quer dizer, fica em casa é um prazer para mim) mas não espere que eu vá. Ou melhor, espere. Mas sentado.

  1. Filhos dos outros na sua casa

A dona de um cachorro acha razoável prender um cachorro quando crianças pequenas visitam sua casa, sobretudo se elas têm medo de cachorro.

A mãe de um cachorro irá oferecer de trancar a criança em algum quarto. Ora, a tal criança está na casa do meu filho. Por que sou eu que tenho que trancá-lo? Ele não faz mal a ninguém e se a criança tem medo de cachorro (medo que geralmente é projetado pelos pais, diga-se de passagem), ela não deveria sair de casa porque o mundo tem cachorros!

  1. Veterinário

A dona de um cachorro tem um bom veterinário.

A mãe de um cachorro tem o telefone desse excelente veterinário nos “favoritos” de seu telefone e fala com ele pelo What’s App sempre que tem alguma dúvida. Ela também sabe onde fica o hospital veterinário mais próximo da sua casa e, caso seu filho tenha tido algum problema de saúde no passado, ela guarda cópia de todas as receitas que o médico já passou. Se ela é mãe de buldogue (ou alguma outra raça mais sensível), ela não somente tem o telefone do veterinário como tem de veterinário-nutricionista, veterinário-oftalmologista, veterinário-dermatologista, entre outros.

  1. Fim de Semana

A dona de um cachorro planeja seu final de semana pensando nela e na sua família.

A mãe de um cachorro planeja seu fim de semana pensando no seu filho. Está quente? Que tal ir ao Clube do Totó? Vai ter um jantar a noite e ele vai ter que ficar sozinho? Então vamos leva-lo ao parque para ele cansar bastante e dormir a noite. Ele está com bronquite? Então é melhor evitar piscina. Está chovendo? Vamos leva-lo ao shopping.

  1. Shoppings

A dona de um cachorro frequenta o shopping que ela mais gostar.

A mãe de um cachorro frequenta shopping centers que permitem a entrada de cães. Ela sabe quais shoppings são esses e sabe qual que seu filho mais gosta. O Babaganoush, por exemplo, ama o Fashion Mall, no Rio de Janeiro. Ele tem suas lojas favoritas, onde ele é mimado com petiscos e água mineral e, é claro, ganha muito carinho e beijo de suas fãs.

  1. Fotos

A dona de um cachorro não faz questão que seu cachorro pose em fotos da família. Ela também tem mais fotos suas e de seus familiares do que de seus cães.

A mãe de um cachorro acha inconcebível tirar uma foto com a família inteira que não inclua seu filho canino. Afinal, sem ele, a família não está completa. Ela também tem 1000 vezes mais fotos de seu filho do que sua (se ela tiver filho humano também, ela tem tantas fotos dele quanto do filho de quatro patas).

 

  1. Cuidados extremos

Caso seu cachorro precise de cuidados médicos extremos, a dona de um cachorro irá interná-lo num bom hospital.

Caso seu filho canino precise de cuidados médico extremos, a mãe de um cachorro irá tomar muito café e comprar um despertador alto para cuidar de seu filho. Ela irá faltar trabalho, desmarcar qualquer compromisso e ignorar quem for necessário para dar atenção ao seu filho. O remédio precisa ser aplicado de hora em hora, vinte e quatro horas por dia, durante todos os dias do mês? Sem problemas, é para isso que serve café e despertador. É preciso dar injeção e a mãe morre de medo de agulhas? Perde-se o medo. Mãe não mede esforços para cuidar de seu filho. Quando o Baba operou e precisou acordar dentro de uma gaiola (para a segurança dele) eu não me opus, mas deixei bem claro que eu estaria dentro da gaiola quando ele entrasse a acordasse. Pouco me importou que era um espaço desconfortável, pequeno ou e que o processo dele acordar era demorado. Meu filho não ia acordar sozinho e assustado num lugar estranho sem a mãe dele ao seu lado.

  1. Mudança de endereço

Caso a dona de um cachorro precise mudar de país, ela poderá optar por achar outro dono para seu cachorro. Alguns donos, inclusive, se mudam para apartamentos onde cachorros não são aceitos e fazem isso.

A mãe de um cachorro pode receber a proposta mais incrível do mundo envolvendo morar em outro país, mas ela não irá se seu filho não puder ir junto. É sério, ela pode ser convidada a morar no país de seus sonhos, ganhando um salário de 100 milhões de dólares por mês, mesmo assim ela não irá sem seu filho.

  1. Alergias

Caso alguém importante, como seu marido ou seu filho humano, tenha alergia a cachorros, a dona de um cachorro irá procurar outro dono para seu pet.

E no caso da mãe de cachorro? Bem, caso da pessoa alérgica ser seu marido, ele poderá procurar outro lugar para morar ou se conformar com o fato que irá sofrer com as alergias. E caso seu filho humano seja alérgico, ela irá procurar uma excelente alergista para medicá-lo e evitar que o cachorro entre no quarto da criança, mas a possibilidade de doar seu filho não irá sequer passar pela cabeça dela (talvez o humano… brincadeira!).

  1. Cartões

Ao assinar um cartão em nome de sua família, a dona de um cachorro não inclui o nome de seu amigo peludo.

A mãe de um cachorro assina todo cartão da família com o nome de seu filho canino. É capaz dela esquecer do seu próprio nome, mas ela irá incluir o nome dele. Eu adoro colocar uma patinha ao lado do nome do Baba quando escrevo um cartão!

* = Falei da minha avó apenas como exemplo porque, na realidade, ela JAMAIS marcaria qualquer evento sem convidar o Baba. O Baba é bisneto dela, é capaz de ser o favorito entre todos os netos, é o bebê para quem ela dá comida escondido, brinca, aperta e ama muito!

Escrito e publicado por Fernanda Cecília

***Se você possui os direitos autorais sobre qualquer imagem e deseja que elas sejam removidas deste blog, por favor entre em contato.***

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8 comentários em “13 Diferenças entre Donas e Mães de Cachorro

  1. Christina
    12 de março de 2015

    Fernanda, eu acredito que o ser humano tem necessidade de amar. O amor é o que nos move. Veja, inventamos o “animal de estimação ” – um bichinho que trazemos para casa para amar. A relação do homem com o canino é especial e , se não me engano, vem desde a pré-história. Concordo com a diferença clara que você faz entre dona de cachorro e mãe de cachorro. Só quero pontuar que mãe de gente também é diferente de mãe de cachorro. Talvez um dia a gente tenha chance de se encontrar e conversar sobre isto. Então, para você pensar: um cachorro, a gente cria para a gente. Um filho, a gente cria para o mundo, para a vida. As mães sabem que um dia os filhos vão embora, lutar pela própria vida. Há um luto e uma enorme realização. Lembra das festas de casamento? Quanta emoção. Outra coisa, nenhuma mãe precisa de café para ficar acordada com filho doente, a gente perde o sono. E ter um filho deficiente é muito duro. Ter um cachorro é um prazer. Adoção é algo muito especial e delicado. E filho é filho, não tem diferença. É na relação que se criam os vínculos. Embora a sensação de dar vida a uma criança seja uma experiência indescritivel.
    Parabéns pelo amor que você é capaz de dar.
    Um beijo,
    Christina

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    • Tárcila
      12 de março de 2015

      Filho é filho… o amor que se sente não se mede maior ou menor por ser filho de “2 patas” ou de “4 patas”… E digo como mãe de ambos.
      Acho que o termo “café para ficar acordada” foi pra dizer que mesmo esgotadas a gente faz de tudo para não piscar os olhos nem por um minuto por tamanha preocupação com as nossas crias.
      Sei na carne oq é ser mãe de 2 e 4 patas (especiais e não especiais)… Papai do céu me deu a honra de poder ajudar na jornada de ambos… tanto filho de 2 patas especial quanto filho de 4 patas especial.
      E acredite, Christina, o trabalho, o zelo, a dedicação, o cansaço, a luta e o amor é o mesmo.
      Digo isso por experiencia própria com ambos.

      Um abraço apertado,

      Tárcila

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    • Marta
      15 de julho de 2016

      Christina… VC É UMA CHATA!!!!!UNS PREFEREM O AZUL..OUTROS PREFEREM AMARELO!!!!

      SERA QUE VC PODE ENTENDER ISSO???ENTAO RESPEITE A PRIORIDADE E O AMOR DE CADA UM…

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  2. Fernanda Cecília
    12 de março de 2015

    Christina,
    Obrigada pelo carinho. Eu acredito que a maternidade é uma experiência muito pessoal e que toda relação mãe e filho é diferente, mesmo quando falamos da mesma espécie. Você, por exemplo, não precisou de café para ficar acordada, mas muita mãe precisou, não por amar menos, mas por ter um organismo e rotina diferentes. Vai de cada um. Muitas mulheres acham que, ao se tornarem mães, começam a fazer parte de um clube que entendem o que todas as outras mães pensam e que podem falar da maternidade em termos absolutos (“é assim”, “não é assado”), mas isso é precipitado e ingênuo. Porque, repito, depende demais da experiência de cada uma, experiência esta que é regida por inúmeros fatores e variáveis. A minha mãe é a primeira a dizer que não tem só filhos humanos, mas caninos também. A relação que ela tem com o canino é diferente – você mesma apontou uma que ocorre às vezes, qual seja, que o filho canino não tem a previsão de sair para o mundo como o humano – mas o amor, para ela, é igual. Tem gente que pensa diferente e isso é muito bom porque a pluralidade agrega, mas é importante que as pessoas que pensam que alguém não é mãe só porque seu filho é diferente (diferente podendo ser várias coisas, inclusive de outra espécie) estão opinando sobre algo que não entendem. Afinal, só porque elas desconhecem esse tipo de amor, isso não significa que esse amor não seja real. Já teve época em que as pessoas diziam que se filho não fosse fruto de uma união consagrada em Igreja era menos filho por isso. O mesmo já ocorreu com pessoas com necessidades especiais. E várias outras espécies. E hoje em dia isso ocorre com filhos caninos (entre outros filhos, porque vejo vários preconceitos, ainda que bem intencionados). É importante mostrar que essas opiniões são lamentavelmente ignorantes e foi isso que pretendi fazer quando escrevi meu post Amor de Mãe. Já esse post de ontem foi mais para mostrar algo divertido, mas mesmo assim fiquei muito feliz quando recebi dezenas de comentários de pais de cachorros, muitos que também são pais de humanos, que entendem e concordam que amor é amor, independentemente da espécie. Conheço pessoas que não criaram o filhos humanos para o mundo (muitas dessas até acham que criaram, mas se você for conversar com o filho vai ouvir outro ponto de vista). E conheço pessoas que tentaram criar, mas perderam seus filhos antes disso. Não são menos mães por isso e não porque essas pessoas eram humanas, mas sim porque o que determina a relação mãe-filho é o amor e não a espécie, o sangue, um papel, a sobrevivência da criança vis-à-via a mãe ou qualquer outro fator. Vou adorar se tivermos a chance de nos encontrarmos para falar sobre isso; você pode me contar sua experiência como mãe e eu lhe contarei a minha.
    Beijos carinhosos!
    Fernanda Cecília

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    • Marta
      15 de julho de 2016

      É isso ai, Fernanda!!!!!!Tem gente que infelizmente não conhece esse “tipo” de amor…e fica julgando quem conhece….se dizendo o dono (a) da verdade…

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  3. Marcia
    12 de março de 2015

    Demais teu texto! Viva as mães de cachorros! E as donas também, claro!

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  4. Fernanda Cecília
    12 de março de 2015

    Obrigada, Márcia! 🙂

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  5. Fernanda Cecília
    12 de março de 2015

    Falou tudo, Tárcila!!!!

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Publicado em 11 de março de 2015 por em Ponto de Vista.
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