Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Prestativos

Há umas semanas atrás li um texto da maravilhosa Marta Medeiros (de quem minha avó jura que é prima de 15º grau), do qual eu discordo completamente. Segunda a filósofa (até Valeska Popuzuda é), as pessoas prestativas são um débito eterno, ou seja, você nunca dá conta de retribuir a prestatividade.

Eu, obviamente, não chego ao dedo do pé dela, mas quero aproveitar meu espaço (triste isso, hoje todo mundo tem espaço) para manifestar o meu apreço e adoração pelos prestativos.

Sempre fui uma pessoa de poucos e bons. Não tenho um milhão de amigos, mas os que eu tenho, os próximos, valem a conta.

E a maioria, senão todos, tem algo em comum: a prestatividade.

Isso não quer dizer que eles são adivinhos ou que são dados a excessos, eles são prestativos, não psicopatas. Ser prestativo quer dizer estar disposto, estar presente, querer participar.

Meus amigos prestativos são assim. Presentes.

Se eu peço eles fazem, caso não possam por algum motivo muito sério, arrumam uma maneira de ajudar, ou acham um substituto, ou mesmo alguma ideia para salvar minha pele. E vivemos felizes assim.

Acredito, inclusive, que eles até se chateiam com o meu jeito “eu me viro” para a maioria das coisas (nada ligado a computador).

Talvez, eu não me identifique com as prestativíssimas pessoas descritas na crônica, mas minhas qualidades como amiga, certamente, são outras, a sinceridade extrema, o carinho absoluto, a vontade de alegrar o ambiente, superar as tristezas por mais terríveis que sejam, sem esquecer de dar um choque de realidade, afinal uma coisa é superar a tristeza, outra é eu ter que ouvir a mesma reclamação cotidianamente (o mal deve ser cortado da raiz).

A verdade é que numa amizade não acho que devam existir compensações, eu faço isso se você me fizer aquilo.

Meus amigos são amados por mim, e eles sabem disso, isso é claro e pronto, não vou para China comer barata porque você quer companhia para ir atrás do amor da sua vida, mas não quer ir sozinha…

Não sinto culpa nenhuma. E não me vejo sendo cobrada do contrário.

Ser rodeada por pessoas prestativas é ótimo!

Concordo que acharia absolutamente louco se uma pessoa que eu nunca vi mais gorda se oferecesse para fazer algo extremamente irracional ou mirabolante por mim, do nada, mas isso não é estar lidando com uma pessoa prestativa, mas com um ser com um sério problema de aceitação.

Existem pessoas que são prestativas e ponto. Mas, tudo em excesso, e quando vem de um lugar inesperado causa estranheza e uma certa impressão de falsidade.  Vinda de amigos, conhecidos de longa data, no entanto, eu, sinceramente, não vejo nada demais, ao contrário, acho muito bom!

Então, agradeço a todos os meus amigos e amigas prestativas, e aos prestativos ex-amigos da Marta, podem entrar em contato comigo. Quem sabe…

Didi Vasconcelos

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Informação

Publicado em 20 de fevereiro de 2015 por em Ponto de Vista.
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