Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Meninos Mimados

Sexta, depois de 15 dias viajando, o meu irmão voltou de viagem. Desde que colocou o pé no aeroporto, minha mãe ficou ligando para saber como tinha sido a viagem e o que ele queria comer quando chegasse em casa.

Quando tocou a campainha (alucinantemente) para anunciar o seu retorno, afinal, o rei da casa tinha chegado, a mesa já estava posta para ele, e minha mãe e eu, é claro, fomos direto paparicar a pobre criança que havia nos largado, queríamos saber todas as aventuras, a mulherada, as confusões, se ele comeu, se dormiu bem, se foi arrumado para as festas…

A cara era de poucos amigos com o interrogatório e a mala já ficou largada no meio da sala, e você acha que alguém mandou ele buscar a dita cuja?

Claro que não, lá fui eu pegar a mala, levar para o quarto dele, abrir o raio da mala, separar o sujo do limpo, enquanto minha mãe guardava tudo.

Por um segundo eu parei e me perguntei, porque existem tantos homens imprestáveis? Porque alguns acham que mulher tem que ficar em casa? Por que a maioria deles chega em casa e se tornam incapazes?

O problema não está neles, eles não são a origem do mal. O mal está em nós.  As mães e irmãs, avós, esposas, namoradas… que acabam com eles, inutilizam e incapacitam esses seres para a vida no lar. E para a boa convivência em sociedade.

Na rua, no trabalho, no dia a dia, eles têm que se virar, mas quando chegam em casa lá vai uma pata arrumar tudo para aquela criatura, e juntar tudo o que ficou largado.

Depois vai cobrar?

Ah querida, não adianta mandar baixar a tampa da privada se toda vez que a criatura for viajar você quem arruma a mala. É ruim dele baixar!

Mas, o pior é que a gente não aprende.

Fico imaginando o dia em que meu irmão apresentar a namorada (a séria mesmo) para minha mãe e para mim. A pobre pessoa será infernizada pela sogra e ainda terá de brinde uma cunhada/sogra.

Já imagino os apelidos, as torturas as contrainformações…

Se eu sei que tudo isso é errado?

É claro.

Vou mudar?

É nunca!

Mas, tudo tem um castigo. Eu, claro, arrumei o meu menino mimado, tudo bem que eu devo ter sido muito boa numa outra vida, e tenho uma sogra espetacular, ostentação mesmo, e, que, ao contrário da minha mãe e de mim, se sente culpada de tê-lo criado assim mimado.

Não tem jeito, vou levar o meu menino mimado comigo e pedir perdão por ter ajudado a criar outro…e quem sabe a minha sina não acaba por aqui?

Didi Vasconcelos

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Informação

Publicado em 19 de janeiro de 2015 por em Cruz Credo.
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