Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Relatos Selvagens

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De todas as coisas maravilhosas que nossos hermanos argentinos fazem bem e que amo profundamente (vinho, alfajor, doce de leite, tango,…) uma se destaca em particular: cinema. Não sei dizer exatamente o que acontece naquele pedaço de terra que faz com que ele seja berço de tantos filmes incríveis. Só sei que, se o filme é argentino, as chances de ele ser bom aumentam muito!

Então, sábado passado, fiquei rapidamente atraída pelo filme “Relatos Selvagens” (no original, “Relatos Salvajes”). Ele apresentava dois grandes atrativos: era argentino e estrelado por Ricardo Darín. Mas tinha uma desvantagem: era composto por seis histórias independentes. Confesso que não sou fã desse formato.

Aí, uma frase na sinopse me conquistou: “os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie”.

Repetindo: Linha tênue. Civilização. Barbárie.

Primeiro pensamento: se alguém é capaz de fazer um bom filme sobre a linha tênue entre a civilização e a barbárie, esse alguém é argentino.

Eu estava certa.

Antes de continuar, preciso alertar os amantes de Ricardo Darín (Oi!) que ele só aparece em uma das histórias, maravilhoso como só ele é. A boa notícia é que os outros atores são incríveis, alguns mais outros menos, mas a média é altíssima.

Voltando ao filme, que filme… Como a natureza humana é retratada de forma crua e, ao mesmo tempo bem humorada! Humor ácido e despreocupado com o politicamente correto. Até agora não sei como é possível nos fazer rir, nos tocar e nos provocar de uma só vez.

São muitos os sentimentos que o filme desperta, alguns de desconforto, muitos de identificação e, no fim, senti um acalento… Somos todos selvagens em algum lugar dentro de nós, e, se isso fica aprisionado demais, se revolta e explode.

Algumas situações são um tanto absurdas, mas você pensa: eu sei exatamente o que ele/ela está sentindo.

Entrei no cinema pensando em Ricardo Darín, mas saí de lá agradecendo a Deus por ter colocado na Terra Damían Szifrón. O roteirista e diretor consegue unir sensibilidade, humor e acidez num equilíbrio raro.

Como um maestro, Szifrón escolheu minuciosamente a ordem das histórias. Parece uma sinfonia que começa forte, suaviza e vai num crescente até o final grandioso.

Resumindo, é um filme a se ver e se rever repetidas vezes. É um filme que, de uma só vez, nos alerta contra nós mesmos e nos reconcilia conosco.

Por isso, minha nota para o filme não poderia ser outra que cinco moedas afiadas.

Moedas Afiadas (cinco)

Escrito e publicado por Letícia

***Se você possui os direitos autorais sobre qualquer imagem e deseja que elas sejam removidas deste blog, por favor entre em contato.***

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2 comentários em “Relatos Selvagens

  1. Christina
    7 de novembro de 2014

    Bem, agora já sei o que vou fazer neste final de semana. Bj

    Curtir

  2. Letícia
    10 de novembro de 2014

    Depois conte o que achou do filme!!

    Curtir

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Informação

Publicado em 7 de novembro de 2014 por em Cultura, Dica Afiada.
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