Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Crianças Más

Criança Má

Eu queria escrever sobre isso há algum tempo, mas precisei refletir bem e com muita cautela o que eu analisaria. Parece horrível o que eu vou dizer, porém já vi atitudes de crianças que me deixaram pensando:

“Meu Deus! Como pode um serzinho tão pequeno ser tão cruel?”

Em alguns momentos, me faz lembrar, inclusive, do filme “The Good Son”[1], no qual o personagem interpretado por Macaulay Culkin tem uma índole extremamente ruim.

Conforme seu filho crescer e passar a conviver com crianças das mais diferentes idades, seja na escola ou no parque, você vai entender o que eu quero dizer: existem crianças más, sim.

Eu tenho uma amiga que tem uma filha alguns anos mais velha que a minha. Já nos encontramos algumas vezes para as meninas brincarem; o suficiente para eu ter a opinião que a menina é terrível. No primeiro encontro, você se derrete com o sorriso fofo da criança. Mas, não dá 15 minutos para você começar a ver que a garotinha fala coisas em tom agressivo, com o mero intuito de magoar. Flagrei a menina empurrando minha filha, propositalmente, no chão para cair. E o pior, quando ela viu minha filha usando algo dela, puxou com força no estilo irmãs das Cinderela: “é meu e você não pode usar.” A menina ainda dizia para todas as suas amiguinhas presentes para não brincarem com a minha filha porque não era sua amiga.

“Não quero emprestar meus brinquedos para você.”

“Você não é minha amiga.”

“Por que você veio? Eu não te convidei.”

Dentre tantas outras frases terríveis que, na última vez que estivemos juntas, quase chorei junto com a minha filha quando ela virou para mim e disse:

“Ninguém quer brincar comigo.”

Eu, prontamente, resolvi o problema dizendo:

“A mamãe brinca. Vamos brincar de comidinha?”

E assim, consegui distrair minha filha que não demorou muito para insistir em ir embora para casa. Com toda razão, convenhamos! Quem acha agradável ficar ao lado de um serzinho assim?

Voltei para casa refletindo sobre a atitude da criança e pensando: “Coitada da minha amiga, se a menina já é assim nessa idade, imagina adolescente! Ela vai comer um dobrado para criá-la.”

Gostaria muito de ter a sensibilidade de falar com ela sobre a atitude da filha, mas a verdade é que nem todas as mães aceitam e entendem a interferência das pessoas próximas e, vamos combinar, que quem está do lado de fora da situação costuma ter uma visão e uma dimensão maior do que aquelas atitudes representam.

Claro que a criança ainda está em formação. Obviamente, com os limites certos, é capaz daquele coraçãozinho aparentemente insensível aprender que certas palavras magoam as pessoas e, com o tempo, se transformar em uma pessoa melhor. Mas… E se isso não acontecer? Não dá medo pensar o tipo de adulto que ela tem potencial para se transformar?

É muito bom ser mãe, babar sua cria, tirar fotos para postar no instagram, no facebook, encher de beijos, tecer os melhores elogios e declarações de amor. Mas, na minha opinião, quando escolhemos ser mãe, a nossa missão principal é formar um ser humano. E por formar um ser humano, eu penso em educar um ser humano para o bem: cheio de amor para transmitir as pessoas ao seu redor, cheio de generosidade no coração, sabendo se colocar no lugar do outro e saindo um pouco da visão do eu para a visão do nós, pois vivemos em uma sociedade e devemos entender e compreender a necessidade de empatia.

Voltei do encontro e me comprometi a rezar pela minha amiga e sua filha e, mais ainda, criar minha florzinha para que ela tenha sabedoria para lidar com pessoas que são egoístas demais para saírem de suas próprias bolhas, enxergarem o outro e transmitirem amor ao próximo.

Cyn

***Se você possui os direitos autorais sobre qualquer imagem e deseja que elas sejam removidas deste blog, por favor, entre em contato.***

[1] O Anjo Malvado (1993)

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Informação

Publicado em 14 de outubro de 2014 por em Desabafo.
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