Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Niterói e eu

NIKITY

Nunca imaginei que moraria em Niterói. Acabei caindo por aqui de paraquedas. Era para ser uma estadia de quatro meses que virou quatro anos. Esses quatro anos voaram, foram intensos, cheios de amor e ódio também.

Niterói tem um “quê” de cidade pequena onde todo mundo se conhece. Mesmo aqueles que não foram criados aqui, em algum momento, vão se enturmar e vão conhecer alguém, que conhece outro alguém e assim por diante, quase que um efeito dominó.

Niterói também aspira ser uma cidade grande, que de tão perto do Rio, às vezes, achamos que se trata de mais um bairro afastado e não de outro município. Também é chamada por muitos de cidade dormitório, pois a grande maioria dos habitantes trabalha do outro lado da poça, ou melhor, no Rio.

A travessia para o Rio, tanto feita por barca como pela ponte, proporciona uma vista encantadora da minha cidade natal. Eu posso não ser o estereótipo da carioca: sou branquela, não curto muito pegar sol e não sou sarada, mas sou completamente apaixonada pelo Rio. Meus pais, que não são cariocas, me deram um presente e tanto, quando escolheram que eu nascesse na Cidade Maravilhosa. Eu não me canso de olhar a vista de tirar o fôlego, que eu tenho aqui do outro lado. A vista que temos de Niterói, do Rio, é incrível! Por mais que eu já tenha visitado tantos outros lugares no mundo, nenhuma vista ainda foi capaz de proporcionar o que eu sinto quando vejo o Cristo ou o Pão de Açúcar naqueles dias lindos e quentes de verão!

Com o tempo me adaptei a Niterói. Eu me habituei ao trânsito, à travessia de barca e o que antes parecia longe e cansativo, passou a ser feito num piscar de olhos. Aprendi os horários de maior trânsito, tanto dentro da cidade como na ponte, e a vida por aqui ficou mais fácil. Estudei no Rio a noite. Trabalhei no Rio a semana toda. O ir e vir ficou cada vez menos cansativo e de certa forma, na medida que eu me acostumava, mais rápidos.

Nunca imaginei que o primeiro lar da minha filha seria Niterói. Foi aqui que eu aprendi a ser mãe e continuo aprendendo, esse aprendizado será eterno! Minha filha tem uma qualidade de vida muito boa por aqui. Fazemos tudo a pé, vamos brincar na praia, ao parque, aos cafés, passeamos pelas lojas e temos um ritmo mais tranquilo do que teríamos se vivêssemos no Rio.

Aos poucos minha relação com a cidade cresceu como um amor maduro e não mais juvenil. Aprendi a amar Niterói e como tudo que amamos, quando estou longe sinto saudades. E como o primeiro lar da minha princesa, Niterói para sempre ficará marcada na nossa história.

Cyn

***Se você possui os direitos autorais sobre qualquer imagem e deseja que elas sejam removidas deste blog, por favor, entre em contato.***

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Um comentário em “Niterói e eu

  1. Didi Vasconcelos
    25 de setembro de 2014

    Eu passei parte da minha infância e adolescência em Niterói , amo essa cidade. Toda vez que eu volto, por qualquer motivo, eu penso: que saudade, porque eu me mudei? Aí eu tenho que voltar, fico parada no trânsito, e lembro a razão…

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Publicado em 23 de setembro de 2014 por em Ponto de Vista.
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