Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Pimenteira

Quantas de nós não têm amigas que são ótimas no sofrimento? Aquelas pessoas que estão sempre prontas para te receber com uma calda de chocolate e um sorvete para os momentos de profunda dor, sempre oferecendo um ombro amigo.

São excelentes pessoa para um término de namoro, uma carta azul no trabalho, um amor não correspondido, uma doença, uma situação cabulosa…

Que alegria! Como é bom ter amigas assim! Como essas pessoas são ótimas!

Mas, será mesmo?

Eu tenho uma tendência de desconfiar de quem está sempre pronto para esses momentos e fico me perguntando: Essa aptidão também é correspondente para os meus momentos de alegria e felicidade extrema? A presteza é a mesma?

Qual a reação dessas amigas quando aquele amor platônico vira realidade, quando você acaba de ser promovida ou entra na empresa dos seus sonhos?

Sua alegria é contagiante tanto quando a sua desgraça?

Eu percebi que existem pessoas que são especiais quando estamos precisando de uma ajuda e bons conselhos – mesmo que não os acolhamos – e que são igualmente extraordinárias quando estamos no topo e prontos para destrinchas os próximos sonhos.

Mas reparei, também, que existem aquelas amigas que só são boas para os momentos em que estamos por baixo, e que toda essa disposição de ouvir e receber nada mais faz do que alimentar um coração seco esperando uma tristeza para ficar feliz, e te dizer “calma vai passar”, esperando, em verdade, poder estar sempre melhor que você e esperar por suas lamúrias.

Há um dito que diz que nem todo mundo que te coloca na merda é seu inimigo e nem todo mundo que te tira dela é seu amigo!

Por isso, fiquemos atentas.

Não precisa generalizar, é claro, não é porque foi bem acolhida numa dor de corno por uma amiga e depois essa mesma pessoa não pode sair para uma noitada que ela pode ser classificada como sanguessuga.

Observe bem para a sua vida com quem você pode contar e para quais momentos.

Não seja uma boca aberta!

Ninguém, e isso não é nenhum desvio de caráter, é bom para todos os momentos, o “pau para toda obra” até existe, mas ele é superficial.

Sempre tem, e se for atenta, vai perceber logo, certos assuntos que incomodam algumas pessoas, especificamente, uma ou outra amiga, seja por não estarem realizadas naquele ponto em suas vidas, não saberem lidar com a situação, terem uma ideia preestabelecida que é justamente o que você está fugindo, ou por pura inveja mesmo.

Se ainda assim você gosta dessa amiga e que manter relações faça essa observação e evite assuntos polêmicos, e que possam crescer o olho ou te deixar numa depressão.

Pode ser “chover no molhado”, mas felicidade incomoda e a tristeza de uns pode ser a alegria de outra pessoa.

 

Didi Vasconcelos

 

***Se você possui os direitos autorais sobre qualquer imagem e deseja que elas sejam removidas deste blog, por favor entre em contato.***

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2 comentários em “Pimenteira

  1. Letícia
    8 de setembro de 2014

    Adorei o texto, e tem muita gente assim, que se alimenta do sofrimento alheio…

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  2. Fernanda
    8 de setembro de 2014

    Concordo, Didi! Felicidade não dá ibope! Amiga que é amiga está lá nas horas boas, vibrando junto. Pq na hora ruim tem um monte de urubu querendo ouvir as tristezas para sentir melhor sobre a própria vida. E acho que nem percebem que são assim… sad…

    Curtir

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Publicado em 8 de setembro de 2014 por em Cruz Credo.
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