Afiadas

Cinco amigas cheias de criatividade e pontos de vista diferentes.

Pista de Dança

Globo Discoteca

Dia desses, fui a um casamento de uma amiga dos tempos da faculdade. Estava tudo maravilhosamente perfeito: comida deliciosa, bebida excelente, boa música, decoração de tirar o fôlego e aquele clima de muito amor no ar. Para ser sincera, eu nunca tinha ido a um casamento onde eu pudesse ver, claramente, uma noiva tão apaixonada pelo noivo assim. Era inspirador! Ser testemunha daquele momento tão importante da vida deles, então, um presente! Afinal, ninguém se casa para separar e esperamos que seja para sempre.

Aquele clima de amor no ar me fez pensar no meu noivo e em como espero que possamos transmitir as pessoas ao redor essa energia de muito amor e carinho, tão grande que chega transbordar. Mas o que eu queria falar mesmo não era sobre essa atmosfera de amor não. E sim sobre como eu fiquei observando as pessoas dançando na festa. Cada um sentia a música de uma forma diferente, dançando cada qual no seu estilo e numa sintonia. Às vezes me questionava se estávamos, realmente, ouvindo a mesma música.

Na pista de dança, tudo o que eu conseguia pensar era que agora eu era mãe. Em questão de segundos, lembrei da comunidade do orkut: por que mãe dança engraçado? E cada vez que eu começava a dançar, tinha vontade de rir de mim mesma lembrando dessa frase. E a verdade é que eu não sei dizer o porquê. Talvez, depois de virar mãe, a gente se controle mais a se soltar na pista de dança e o chão chão chão deixe de fazer parte do nosso repertório de passinhos. É preciso manter a pose de respeito e séria para os filhos. Não é comum ver mães que fazem do seu rebolado seu meio de subsistência, não é mesmo? E a última coisa que eu queria era ser comparada a uma dessas dançarinas famosas.

E eu dançava e ria… Tentando me abster desses pensamentos que me impediam de dar meu show a la Travolta nos embalos de sábado a noite. A verdade é que saí dali tendo a certeza que ser mãe afetou diversas áreas na minha vida, inclusive a dança. E que não importava qual movimento, “toda mãe dança engraçado.” Oremos para que demore mais um pouco o dia que minha filha vai dizer: 

– “Mamãe, não dança!”

Porque “mamãe, não canta!” já está rolando há um bom tempo dentro do carro. 

Cyn

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Publicado em 26 de agosto de 2014 por em Ponto de Vista.
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